Abaixo, uma de suas últimas letras escritas antes de deixar a banda. Não se transformou em nenhuma música... mas dá uma boa ideia do referida marca de Púnior.
A página de caderno com a poesia original foi encontrada durante uma arrumação aqui em casa e será mantida nos arquivos da UX. Não há data, mas estimo que seja de 1993 ou 1994.
Mundo Cego
Mas tudo é tão assim mesmo?(!)
Sem que veja os motivos
Nem por palavras já
Saber os ódios vivos
O que sempre existirá
Não se pode conhecer
O que os ventos dizem ser
Quando fores excluído
Por tua própria transparência
Nunca verão a indecência
de momentos sem valores
Para mim é própria vida
Seu sorriso me ultrapassa
Perfura-me até a sombra
Lá parada de outro alguém
Ódio vivo se desperta
Como se um alarme (me) chamasse
Meu bom senso a desistir
A ter que ser o capricho
Momentâneo de quem te odeia
Mas entendo a negligência
Tão parece a inocência
Vendo as flores como boas
Vendo espinhos como maus
Então devo ao destino perdoar
Pois assim se vai vivendo
Mas tudo é tão assim mesmo?(!)
Esta visão de um mundo cego
Mas tudo é tão assim mesmo?(!)
1 comentários:
Púnior gênio
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