26 Janeiro, 2011

Mamma Mia!

os principais persoganens: tudo no gogó, sem truques.


Você parece preocupado, anda meio angustiado
Esqueça tudo isso e tente relaxar
Afrouxe essa gravata, senão você se mata
E a vida é muito curta pra desperdiçar

Os mais antigos vão lembrar dessa ingênua canção do Dr. Silvana & Cia. Essa música bem anunciou o final de semana que estava por vir, ecoada nos fones do meu player, enquanto corria sobre a esteira para perder uns quilinhos na academia.
Então, eu e a família fomos a São Paulo curtir o fim de semana, tendo como evento principal o musical Mamma Mia! (Teatro Abril).
Desnecessário resenhar o espetáculo, ou rever sua sinopse. O site oficial do musical ou o Google podem fazê-lo melhor.
Apenas não posso deixar de externar a minha satisfação com o que vi: uma banda perfeita mandando ao vivo os hits do Abba, coordenada pelo maestro Paulo Nogueira, um elenco de primeira, interpretando e cantando perfeitamente as boas traduções para o português dos hits de Benny e Bjorn.


Destaco do elenco, bem mais jovem do que o do filme com a Meryl Streep, obviamente as protagonistas Kiara Sasso (Donna) e Pati Amoroso (Sophie). A primeira já é consagrada dos musicais, emprestando inclusive sua voz para as dublagens de filmes da Disney (Pequena Sereia, Cinderela). Já Pati Amoroso, apesar de bem jovem, tem uma formação sólida em teatro e canto.


Mas quem a meu ver roubou a cena foi a personagem Tanya, interpretada por Rachel Ripani. Dona de uma voz sensacional, divertiu a plateia durante todo o espetáculo (fazendo tabelinha com a fofa Andrezza Massei). Prova que bobagens globais como Malhação e novelas das sete trazem também gente de muito talento em seus elencos de apoio.
Isso tudo aliado ao roteiro divertido, bem humorado e leve, que muito bem conectou os principais hits da banda sueca.


Do teatro, nada posso me queixar. Meus ingressos antecipados lá estavam, nenhum problema com a carteira de estudante que negligentemente esqueci. Instalações excelentes, posição privilegiada na primeira fila (se esticasse o braço podia influir no teclado do maestro). Se tudo isso ainda não fosse suficiente, a casa ainda permite beber uma cervejinha durante o espetáculo, ali mesmo, sentado na frente dos artistas e ouvindo um ABBA.


Pra fechar, no fim da peça, como bis, os artistas voltam "vestidos de ABBA" e cantam Dancing Queen e Waterloo (uma das minhas favoritas que infelizmente não entrou no enredo) em versões originais em inglês, com dezenas de vozes.



Perfeito!

ps.: No outro dia, o oposto: me cobraram 70 reais para aturar a pelada Corinthians e Noroeste, cheia de jogadores sem talento, numa cadeira suja, debaixo de sol e chuva, sem direito a nem uma cervejinha (as mentes iluminadas das federações proibem a venda nos estádios). É claro que também me diverti, mas... Viva o teatro!

2 comentários:

Vitor P Jr disse...

comparar o publico de futebol ao publico de teatro quanto a questão de venda de bebida alcoolica, dai tu me arrombas todo né?

não força né o!

Renato disse...

É verdade. No estadio seria bem mais apropriado! Pelo menos vi um dos ultimos jogos do Ronaldo e do Roberto Carlos pelo Curingão.